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Notícias

21/07/2015

Supercampeões da Olimpíada de Matemática dão dicas de estudos

Três estudantes falam sobre o que é importante para conquistar medalhas. Rotina de estudos e acreditar no próprio potencial são fundamentais, dizem.

Se para muitos alunos das escolas brasileiras estudar matemática é um tormento, para os premiados na 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ela é um prazer. A disciplina que é o terror dos estudantes ajudou três jovens a começar a conquistar seus espaços na sociedade e a construir carreiras dentro e fora do Brasil. O G1 conversou com Gabriel Fazoli e Alessandro Pacanowski, que são heptacampeões da competição, e com Tábata Pontes, que, após duas vitórias, ganhou uma bolsa de estudos em uma instituição de ensino particular. Eles deram dicas para quem deseja, assim como eles, conquistar uma carreira de sucesso na competição e ser disputado por algumas das melhores instituições de ensino superior no país e no exterior.

Para Gabriel Fazoli, heptacampeão da competição, o segredo para tirar boas notas é manter uma rotina de estudos, mas não necessariamente com um grande volume de estudos. Apenas um pouco a cada dia. "O segredo é ter uma rotina de estudos e estudar um pouco a cada dia", afirmou ele.

Gabriel levou o conhecimento que aplicou na Obmep para a vida. Tanto que está no primeiro ano do curso de matemática da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ex-aluno da Escola Estadual Rubens Ferreira Martins, ele afirma ainda que, para ter resultados consistentes, é preciso estudar o ano inteiro, para que a matéria seja compreendida, e não decorada.

Questões de lógica
Como a prova da Obmep tem um perfil no qual o estudante procura aplicar o conhecimento ao cotidiano, o exame torna-se mais fácil caso o aluno consiga transportar o conhecimento que aprende na sala de aula para o dia a dia.

"A Obmep trabalha mais com a lógica, então são questões que envolvem alguma matemática, só que elas envolvem mais o raciocício em si. Você pega uma ferramenta que já tem e aplica o raciocínio lógico e acha a resposta", afirma o jovem de 18 anos, da cidade de Urupês, no interior de São Paulo.

Outro heptacampeão da Obmep, o carioca Alessandro Pacanowski, também de 18 anos de idade, começa a enfrentar grandes desafios assim como o colega paulista. Em agosto ele embarca para os Estados Unidos para estudar na Universidade Yale, uma das mais prestigiadas do mundo. Ele foi aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro e aconselha aos competidores tentar fazer exercícios de séries mais adiantadas.

"Primeiro tem que gostar de matemática. Se você pegar um livro de uma série mais adiantada do que a sua ou consultar o banco de questões antigas da Obmep, que também é uma boa fonte de estudos... Aí é só querer, estudar e aí você pode ganhar uma medalha", afirma o jovem.

Fonte: G1

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